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Juros altos instalaram “pornografia econômica” no Brasil, diz presidente do BNDES

Redação / 11:35 - 08/10/2017

Paulo Rabello também criticou economistas que defendem a redução do tamanho do banco


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou, em seminário na Câmara Árabe-Brasileira, que os juros no Brasil são uma “pornografia econômica”. Paulo Rabello também criticou economistas que defendem a redução do tamanho do banco.

Rabello destacou que a participação do BNDES na economia realmente tem caído, mas “a única coisa que não cai é o juro real”. “Só o juro nominal cai. A TJLP – taxa de juros de longo prazo, que hoje baliza os financiamentos do BNDES – se esqueceu de cair. Continua rígida nos 7%”, disse, acrescentando que os juros altos significam “a instalação da pornografia econômica no Brasil”.

“Queremos mais moralidade no Brasil? Comecemos pelos juros. Às vezes a imoralidade veste terno e gravata”, disparou, complementando que “país de juro alto não tem direito a futuro”. Nesse cenário, disse ele, há um grande incentivo a um eterno “presente”. Paulo Rabello afirmou ainda que há economistas da “meia-entrada”, que comemoram que o banco de desenvolvimento está encolhendo. “Em breve, encolherá a ponto de não ser mais perceptível”, ironizou.


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