, Quarta-Feira - 19 de Setembro de 2018

 

Instituto SOS leva apaixonados por aventuras para a caatinga

Redação O DIA ALAGOAS / 11:18 - 08/07/2018

Imersão durou 40 horas e levou participantes a conhecer as peculiaridades do bioma exclusivo do Brasil


Trilha na vegetação rumo à Pedra da Torre é uma das atrações do evento (Foto: SOS Caatinga)

Trilha na vegetação rumo à Pedra da Torre é uma das atrações do evento (Foto: SOS Caatinga)

Quem gosta de emoção já está familiarizado com o Aventura na Caatinga. São dois dias dentro do mato, convivendo com o meio ambiente e tudo que ele proporciona, na cidade de São José da Tapera. O acampamento na vegetação é um desafio, mas as trilhas e escalada à “Pedra da Torre” e as palestras também marcam o evento. O 3º Aventura Caatinga contou com a participação de 33 profissionais e alunos de diversas áreas do conhecimento e apaixonados pela natureza. Pessoas de outros estados, como Goiás e Bahia, prestigiaram o evento este ano.

O curso 48h de Aventura na Caatinga tem como objetivo levar estudantes, professores das mais diversas áreas e pessoas apaixonadas pela natureza, para conhecer o Bioma Caatinga de perto e de muito perto por sinal, pois os mesmos ficam dois dias acampados no meio da Caatinga, onde ocorre toda a programação do curso. Tendo esse contato direto e “in loco” os participantes voltam para suas casas realizados e surpreendidos com tanta beleza que a Caatinga exibe. Muitos nem imaginariam um dia conhecer de perto esse Bioma tão exuberante, apesar de toda a degradação que sofre.

O evento conta sempre com a participação de uma guarnição formada por quatro policiais do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), membros do Instituto S.O.S. Caatinga e socorristas especializados na área, uma que vez que riscos de pequenos acidentes com animais peçonhentos. Há ainda o apoio da Prefeitura de São José da Tapera e do fazendeiro José Oscar, que cede sua propriedade para a realização do evento.

“Geralmente quem não conhece o Bioma de perto, tem em seu imaginário que a Caatinga é um lugar seco com pedras, cactos, e é, mas ninguém associa a Caatinga a uma floresta. E ela é uma floresta, tão nossa e tão desconhecida, única e exclusivamente nossa, e quando só uns poucos pingos de chuva chega, ela vira uma floresta verde, bonita e exuberante, ela chega e toca fundo nas vidas dos sertanejos e de quem ali visita.

Dessa maneira todos os participantes que já passaram por nosso curso, teve sua percepção mudada sobre o sertão. E claro tendo em mente a conservação e preservação desse Bioma. É conhecendo que se preserva. É através do nosso trabalho que tentamos levar a Caatinga para outros locais não só do nosso estado, mas de todo o país”, disse o biólogo Marcos Araújo, diretor-presidente do Instituto S.O.S. Caatinga.

Palestras: Museu Vivo Répteis da Caatinga (Puxinanã/ Campina Grande).

Abordando os temas: Biologia das Serpentes; Contenção e Manejo de Serpentes. Brasília é o Bicho (Brasília).

Temas: Grandes Felinos; Monitoramento e levantamento de fauna com câmeras noturnas. Manefau (Alagoas).

 


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