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Servidores do PAM Salgadinho decidem se deflagram greve

Redação / 7:11 - 22/09/2015


por Redação

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Atualizada às 08h42

Portas fechadas. Foi assim que o Posto de Atendimento Médico do Salgadinho (PAM Salgadinho), no bairro do Poço, em Maceió, amanheceu nesta terça-feira (22). A movimentação de pacientes se iniciou ainda na madrugada, mas a unidade de saúde somente abriu as portas após as 7h. Hoje, durante uma assembleia geral, a categoria decidirá se entrará em greve por tempo indeterminado.

A suspensão no atendimento é uma forma encontrada por servidores técnicos e administrativos para tentar buscar uma posição do Poder Público, cobrando melhorias na estrutura do prédio.

Em nota, enviada à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev-AL) explica os motivos da paralisação e afirma que este posicionamento dos servidores foi a única forma encontrada para cobrar uma ação mais efetiva das autoridades, já que não condições de trabalho no local.

“Nós servidores do PAM Salgadinho resolvemos paralisar as atividades por absoluta falta de diálogo com os gestores da Saúde em Maceió. Apesar das nossas iniciativas durante esses vários meses, nada foi feito no sentido de resolver os graves problemas estruturais que tem esta Unidade de Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió não apresentou nenhum cronograma de reestruturação da Unidade de Saúde. Nem ao menos mantém um canal aberto de diálogo com os servidores. Simplesmente lava as mãos diante do caos estabelecido no PAM Salgadinho.”, diz a nota assinada pelo Sindprev.

Ainda de acordo com o Sindprev, atualmente, praticamente todos os setores estão com problema, inclusive com a maioria simplesmente não funcionando. A estrutura do prédio é preocupante e as condições de trabalho são caóticas. “Chegamos praticamente ao fundo do poço em relação ao atendimento no PAM Salgadinho. Queremos trabalhar, mas não estão nos dando as condições mínimas para isso. Diante disso, estamos dispostos a só retornar as atividades quando os problemas forem resolvidos, inclusive com a participação do Ministério Público Estadual, com um programa completo de recuperação da Unidade”, concluiu a nota.

A situação de precariedade nas dependências do PAM Salgadinho é um problema antigo. Os médicos da unidade de saúde já estão em greve há mais de 50 dias, após as denúncias formalizadas junto ao Sindicato dos Médicos de Alagoas da falta de condições de funcionamento.

 


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