, Terça-Feira - 11 de Dezembro de 2018

 

Ganância: empresários aumentam tarifa acima dos índices

Iracema Ferro / 2:00 - 25/02/2017

Reajuste de 11,1% nas passagens de ônibus em Maceió não encontra respaldo na variação do preço do combustível, inflação e outros padrões


O Diário Oficial do Município da última sexta-feira, dia 24, trouxe o decreto que aumenta o valor da tarifa de ônibus na capital dos atuais R$ 3,15 para R$ 3,50. O aumento é de 11,1%, já foi sancionado pelo prefeito Rui Palmeira, e entra em vigor no dia 1º de março, Quarta-Feira de Cinzas.

Os empresários do setor pleiteavam que a tarifa passasse para R$ 3,75. Eles alegavam que, em um ano, haviam acumulado várias perdas financeiras por conta da inflação. A tarifa de Maceió fica agora como a 3ª mais cara do Nordeste, ficando atrás apenas de Recife (PE) e Salvador (BA). Com a diferença de que, nestas duas capitais, o sistema de transporte coletivo por ônibus é bem mais prático e eficiente e os percursos são bem maiores que os de Maceió.

O empresariado, representado pela Associação dos Transportadores de Passageiros do Estado de Alagoas (Transpal), defende que o novo valor (R$ 3,75) era o mínimo para compensar as perdas calculadas através de uma fórmula que leva em conta a inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), variação do preço do óleo diesel, Variação do Índice de Preços ao Produtor Amplo/Disponível Interna (IPA-DI) e Índice de Preço ao Consumidor (IPC-BR/Di), além da queda de 6% do número de passageiros, que deixaram de usar os ônibus justamente pelos altos preços. Na verdade, a planilha apresentada pelo setor sempre foi motivo de discussões no Conselho. Nunca houve consenso sobre o custo desta “tal planilha”.

(…)

A notícia de um reajuste nas tarifas desagradou em cheio os usuários do sistema de transporte público. “A passagem de ônibus em Maceió já é cara. Moro no Feitosa e trabalho na Jatiúca, é um percurso curto para custar R$3,15 e agora vou pagar R$3,50. Fora que os ônibus continuam em quantidade insuficiente, imundos e vivem lotados. É muita ganância dos donos das empresas aumentar desta forma, ainda mais depois que fizeram faixa azul, que ajuda a economizar para eles em tempo e combustível. Deste jeito, vou ter que repensar a possibilidade de ir de bicicleta para o trabalho”, afirma o auxiliar administrativo Carlos Lopes dos Anjos.

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