Boa Noite!, Quinta-Feira - 19 de Abril de 2018

 

De Frente Pra Lagoa: obra vai retirar 2km de mangue para construir estrada

Repórter Nordeste / 11:46 - 06/01/2018

Prefeitura precisa de autorização do Ibama e ainda pode ser processada pelo MPF


Obra mais importante da gestão Rui Palmeira (PSDB)- e peça da campanha à reeleição do prefeito- o Maceió de Frente Pra Lagoa programa suprimir 2 quilômetros de mangue entre os bairros do Bom Parto, Mutange e Bebedouro, por trás da rua General Hermes, na Cambona.

Por cima do mangue, a Prefeitura pretende construir a Via Lagunar, que começa no bairro da Levada, passando pelo bairro do Pinheiro e chegando a um local próximo ao Colégio Nossa Senhora Conselho, na avenida major Cícero de Góes Monteiro, próximo à praça Lucena Maranhão, no Bebedouro.

A Prefeitura nega a supressão do mangue, mas isto está escrito no projeto sob análise da Secretaria do Tesouro Nacional, com poder de vetar ou liberar pedido de empréstimo, via Prefeitura, a organismos internacionais, de R$ 431,2 milhões.

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Está escrito: “Os estudos apontam que os impactos ambientais ocasionados com a implantação do projeto são classificados, em sua grande maioria, como aceitáveis, e poderão ser minimizados através das medidas mitigadoras e de programas específicos”, explica o projeto. Mais adiante, ele completa: “A análise ambiental também concluiu, de forma preliminar, que a implantação deste empreendimento não trará danos significativos nem à fauna nem a flora, sendo necessário o monitoramento durante a pós obra. Apesar de haver supressão de vegetação, quando se faz um balanço entre as áreas destinadas a recuperação vs áreas suprimidas, podemos concluir que projeto trará ganhos ambientais“.

A Via Lagunar tem 2 etapas. A primeira, com 1,7 km; a segunda, com 1,425 km, erguida sobre o mangue, permitindo o fluxo da água nos dois lados da estrutura e mantendo as condições do local, sem interferir no que o documento chama de “desenvolvimento e na hidrodinâmica da laguna”.

Para construir a Via Lagunar, a Prefeitura precisa de autorização do Ibama e ainda pode ser processado pelo Ministério Público Federal.

O projeto prevê ainda recuo de 30 metros da Lagoa Mundaú, o que é permitido- diz a Prefeitura- pelas leis ambientais.


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