Boa Tarde!, Quarta-Feira - 19 de Setembro de 2018

 

Cerco fechou contra os Boiadeiro no Estado

Editoria de Poder - O Dia Alagoas / 8:28 - 04/03/2018


Na semana passada, a polí­cia alagoana fechou o cerco contra a família Boiadeiro. A Justiça expediu 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão. A operação policial mobilizou mais de 100 homens e pretendia prender e desarmar José Márcio Cavalcante Melo, o Baixinho Boiadeiro, e Thiago Mariano Tenório, o Thiago de Luiz Preto.

“Estivemos em seis lugares pertencentes aos Boiadeiro, com mandados de busca e apreensão. Não houve resis­tência de nenhum familiar. Estivemos nos imóveis com respeito a quem encontramos e não nossos alvos”, comentou o delegado Fábio Costa – da Delegacia de Homicídios.

boiadeiro

Por conta disso, eles são procurados em todo o Sertão e Agreste de Alagoas e cida­des como Traipu e São Brás, além de Maceió. “Estamos com equipes à procura deles e de prontidão para entrar em ação a qualquer momento”, disse o delegado Eduardo Melro, que integra a Comissão nomeada para investiga a morte de Tony Pretinho.

Vídeo seria para despistar a polícia

No dia 2 de fevereiro, Baixi­nho postou um vídeo de 18 minutos na Internet com o que ele chamou de revelações para a morte de Neguinho Boia­deiro. Ele acusava membros da família Dantas como sendo os responsáveis pelo crime.

Baixinho também pediu no vídeo que a polícia alago­ana respeitasse a dor da famí­lia Boiadeiro e não agisse com truculência nas abordagens em suas fazendas.

Cerca de 20 dias depois, a Polícia Civil prendeu o verea­dor Alex Sandro Rocha Pinto e o sobrinho dele, Rafael Pinto, e Maikel dos Santos. Um quarto envolvido neste crime não foi preso.

O delegado Cícero Lima – presidente do inquérito – disse que a morte de Neguinho Boia­deiro foi “bem planejada” pelos criminosos. Segundo ele, esta foi a primeira fase das investi­gações em torno de Neguinho Boiadeiro.

Através de um advogado, a família Boiadeiro emitiu uma nota afirmando que confiava no trabalho da polícia e que as investigações estavam “no caminho certo”, faltando apenas apresentar a motivação.

“Naquele momento, avaliando o vídeo, percebe­mos que ele [Baixinho] estava tentando desviar a nossa atenção. Quando ele insistiu em dizer que era compadre do Tony Pretinho, tivemos a certeza de que ele estava tentando se livrar da culpa. Já tínhamos a prova material de que a arma que ele usou para tentar matar Emílio Dantas foi a mesma que ele usou para atirar, de dentro do carro mesmo, em Tony Pretinho. O tiro de misericórdia foi dado por Thiago Mariano, com uma espingarda doze”, disse o dele­gado Eduardo Melro.

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