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CEI dos Combustíveis vai convocar distribuidoras para esclarecimentos

Redação / 5:39 - 16/08/2017

Estimativa é que depoimentos aconteçam em um prazo de 15 dias, na investigação sobre um cartel de postos em Maceió


A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura suposta cartelização do preço dos combustíveis em Maceió voltou a se reunir nesta quarta-feira (16) na sede da Câmara Municipal de Maceió. De acordo com o relato, vereador Silvânio Barbosa (PMDB), o encontro serviu, entre outras coisas, para decidir que todas as distribuidoras do setor em Maceió vão ser convidadas a comparecer à Casa para tirar inúmeras dúvidas que ainda permanecem após os trabalhos da CEI serem instalados em abril deste ano.

Ainda segundo o parlamentar, em até 15 dias, os representantes das distribuidoras vão ser ouvidos para investigar o porquê do combustível – em especial, a gasolina – ser tão mais caro em Maceió em relação a outros municípios alagoanos e às demais capitais do Nordeste.

“Apesar de o governo federal ter autorizado o aumento do imposto que incide sobre o preço dos combustíveis na bomba, a CEI aqui da Câmara segue firme no propósito de esclarecer qualquer tipo de dúvida que paire sobre os valores, altos, que continuam sendo praticados em Maceió. Um dos pontos importantes desse processo todo, por exemplo, é fazer com que parceiros na luta como OAB, Fazenda, MPE e Procon, tanto do município quanto do estado, também sigam com o objetivo de fiscalizar. Para isso, as notas fiscais também devem ser pedidas pelo consumidor, sempre”, disse o relator da CEI dos combustíveis.

A CEI dos Combustíveis foi instituída em abril deste ano e já ouviu explicações até do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis-AL), James Thorp Neto. O processo muniu até o Ministério Público Estadual (MPE/AL), que lançou sua própria investigação sobre abuso no aumento dos preços de combustíveis em Maceió em junho passado.

“Já tivemos duas diminuições de preços nas refinarias por parte da ANP [Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível] este ano e por que não tivemos algum desconto ou diminuição nos preços, já que a grande desculpa dos donos de postos para os aumentos é a ANP? Cada vez que o preço sobe na refinaria, esse aumento é repassado imediatamente para o consumidor, na bomba. Ora, por que o mesmo não acontece quando a ANP abaixa o preço?”, provocou Max Martins, à época.

 


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