Boa Noite!, Domingo - 22 de Julho de 2018

 

Bate papo com Jovem Embaixadora 2018

Alyshia Gomes / 2:55 - 20/06/2018

Beatriz César foi selecionada para participar de uma imersão nos Estados Unidos e conta suas impressões e aprendizados lá fora


Hoje é de notícias boas! A primeira é que nossa coluna #EstudarLáFora vai inaugurar seu formato blog! A partir de agora, além dos comentários e informações sobre bolsas internacionais no jornal impresso, nossos leitores também terão a oportunidade de acompanhar as dicas, comentários, orientações, entrevistas que estarão sendo publicadas online. Será mais uma forma de divulgar as oportunidades internacionais que podem fazer a diferença no currículo e crescimento pessoal.

Agora, aproveitando que estamos falando sobre oportunidades, passemos a segunda boa notícia. Que tal conhecermos um programa internacional que está fazendo a diferença na vida de muitos jovens no Brasil? Já ouviu falar no Programa Jovens Embaixadores. Se não conhece ainda, a dica é ler o texto publicado ontem no O DIA MAIS, com nova edição lançada ontem (19).

Por causa de meu trabalho como EducationUSA adviser, tive a oportunidade de conhecer alguns jovens embaixadores que foram selecionados em Alagoas, Pernambuco e Ceará. Todos, absolutamente todos os que encontrei, têm uma história de superação, dedicação, foco e responsabilidade social para contar e uma alma cheia de esperança em um futuro melhor para todos. Por isso, para dar partida em nosso blog, decidi entrevistar Beatriz César, uma estudante de 17 anos que vive em Arapiraca, selecionada no programa Jovem embaixadores 2018. Tenho certeza que o depoimento de Beatriz irá te motivar.

Beatriz César, Jovem Embaixadora de Alagoas em 2018 (Foto: Arquivo Pessoal)

Beatriz César, Jovem Embaixadora de Alagoas em 2018 (Foto: Arquivo Pessoal)

Alyshia Gomes Olá, Beatriz! Que tal começarmos com uma apresentação?

Beatriz César – Me chamo Beatriz César, tenho 17 anos e nasci em Osasco, SP mas vivo atualmente em Arapiraca, AL. Desde pequena, mais precisamente na 4° série do ensino fundamental, eu já me envolvia em projetos de liderança, sempre gostei de me desafiar, explorar o novo. Fui crescendo assim, com sonhos no bolso e cheia de vontade de transformar a minha vida e das outras pessoas também.

Como você conheceu o programa Jovens embaixadores?

Minha professora de inglês, no 3° ano chegou na sala, colocou os materiais na mesa, se aproximou de mim e começou a falar em inglês comigo. Eu fiquei tipo: “Oi?” Daí ela começou a me falar sobre o programa Jovens Embaixadores, que eu tinha o perfil, se queria participar. 

E como foi o teu processo de decisão para participar do programa?

Eu nunca tinha ouvido falar do programa JE antes. Meu sonho sempre foi ir para os Estados Unidos, ir à Casa Branca, brincar na neve, então eu pensei comigo mesma: “Por que não?”. Acabei aceitando e deu tudo certo, no dia 31 de Outubro de 2017 eu recebi a notícia de que tinha sido selecionada para ser a Jovem Embaixadora de Alagoas nos Estados Unidos 2018, foi um dos dias mais felizes da minha vida! Saber inglês e querer mudar o mundo trouxe essa oportunidade incrível para mim. Eu digo que a minha vida é dividida em duas fases, antes do JE e pós JE.

Para participar do programa, o candidato deve comprovar participação em trabalhos voluntários. Que tipo de trabalho você desenvolveu?

Eu participava de um projeto chamado Com-Vida, sobre educação ambiental e liderança desde o 2° ano do ensino médio, no qual os participantes apresentavam soluções ecologicamente seguras para problemas na nossa escola, incluindo a criação de bancos de pneu, e decoração que não poluía o meio ambiente.

Como foram os preparativos para a viagem?

MUITA papelada! Sim, vários documentos, autorizações, roupas de inverno para providenciar, dólar para trocar. Como eu estava terminando o ensino médio, foi bem corrido. Mas eu tentei levar os preparativos da forma mais leve possível, conversando com os outros Jovens Embaixadores, afinal, estávamos todos animados em ir para o exterior pela primeira vez.

E a recepção nos Estados Unidos, como ocorreu?

Quando chegamos lá, a equipe responsável pelos JE’s estava nos esperando. Fomos recebidos com muita alegria e entusiasmo. Depois de nos conhecermos, entramos no ônibus e fizemos um tour por Washington D.C. Comemos pizza, tivemos um almoço árabe e muito frio. Nossas famílias americanas, que se ofereceram para nos hospedar, nos receberam com um jantar. Todos reunidos no mesmo lugar, curiosos para saber mais sobre nós e super animados para sairmos e nos divertimos.

E qual foi a programação lá?

Primeiro, ficamos 3 dias em Washington D.C, Maryland. Lá, nós conhecemos escolas, aprendemos sobre justiça social, liderança, trabalho em equipe e experimentamos muitas comidas diferentes. Vimos a neve pela primeira vez, me senti uma criança de novo! Fizemos parte de grupos de diálogo e, nesses primeiros dias, ficamos num hotel estudantil, onde tivemos contato com outros estudantes de diferentes países, culturas e línguas. Depois, cada grupo de 12 JE’s voou para seu estado de destino; eu fui para Reno, Nevada. Lá, tivemos workshops e conversas com instituições privadas e públicas sobre justiça social, liderança, ativismo e consciência coletiva. Passamos 11 dias com uma família americana, meus pais sempre me apresentavam a coisas novas. Com eles, subi a minha primeira montanha na neve, fui em um jogo de basquete, marcha das mulheres e outras atividades similares. Depois, voamos de volta para Washington D.C e passamos mais 5 dias criando projetos para nossas comunidades, visitando a Casa Branca, museus, incluindo o do filme Uma Noite no Museu, o memorial de Franklin Roosevelt e o de Marthin Luther King.

O que mais te surpreendeu durante esta experiência?

Definitivamente, as comidas. Aqui no Brasil não temos uma variedade tão grande quanto lá. Comi de tudo, sanduíche com guacamole, lasanha com feijão, frango doce. Desde hambúrgueres até comida tailandesa. Hoje tenho um paladar diferente por conta disso. É sempre bom estar aberta ao novo. Mas confesso que nos primeiros dias foi muito difícil, me adaptar a esse estilo de alimentação norte americano.

O que o programa trouxe de positivo para a tua vida?

Tive a oportunidade, em Reno, de ter reuniões na faculdade privada de lá. Pude, de certa forma, viver o ambiente acadêmico, conhecer professores de lá, alunos. Com isso eu tive a completa certeza de que iria estudar nos EUA, cursar R.I. com economia. Daí me joguei nos processos seletivos de programas de mentoria para estudar lá. Ainda estou nessa fase, mas eu sei que para conquistar coisas grandes é preciso paciência e dedicação.

 

Então, se você é aluno do ensino médio na rede pública de ensino e apresenta os requisitos exigidos pelo programa, não perca esta oportunidade! Qualquer dúvida, sugestão ou comentário, pode entrar em contato conosco pelo email alyshiagomes.ri@gmail.com . Estamos esperando”


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