Boa Tarde!, Sábado - 23 de Junho de 2018

 

Auditoria mostra desvio de R$ 400 mil em Mata Grande

Redação / 9:56 - 19/05/2018

Corrupção:rombo teria sido causado pelo vice-prefeito Franklin Lou, que passou apenas três meses na administração


Recentes auditorias realizadas no município sertanejo de Mata Grande, a pedido do prefeito Erivaldo Mandu, dão conta de que os desmandos e a ingerência praticados na devastadora administração de Franklin Lou em apenas três meses de gestão não se resumiram somente ao “sumiço” de computadores, documentos e contratos.

2018-05-19

Peças e serviços

Pelo que foi apurado, até o momento, também avançou – e com apetite – para os cofres públicos, trilhando o curso dos Irmãos Brandão, ambos foragidos da justiça. Apesar de tantos escândalos foram transferidos dos cofres da Prefeitura mais de R$ 400 mil para a “compra” e “serviços” de peças para os veículos da frota municipal para a empresa Santana e Santana Peças.

Mas nunca houve peças, pneus e serviços realizados. Não foi preciso de auditoria para constatar o abandono que a frota foi encontrada. A equipe do prefeito também notou a ausência de notas e recibos, que já configura por si só a presunção de fraude, deixando evidente que há uma história implícita de “desvio” de verbas púbicas.

Recuperar toda a frota

Foi constatado que o montante de R$ 400 mil seria suficiente para recuperar toda a frota do município de Mata Grande e/ ou qualquer outra cidade de mesmo porte, talvez até sobrando dinheiro para a aquisição de mais um ou dois carros para servirem à população.

A atitude do vice -prefeito configura como crime de abuso de poder e improbidade administrativa. Este é apenas um dos primeiros resultados após auditoria e que a gestão Erivaldo Mandu, na medida em que forem sendo constatados pelos meios legais novos atos ilícitos praticados por Franklin Lou, vai divulgar para conhecimento da população, já que tais atos deixaram a Prefeitura de Mata Grande a um passo da ingovernabilidade.

TJ nega liberdade de integrantes da quadrilha

O juiz convocado Maurílio da Silva Ferraz, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), negou pedido liminar de liberdade em favor de Antônio José Bento de Melo e Carlos Henrique Lisboa da Silva, acusados de integrar organização criminosa que teria desviado R$ 5 milhões da Prefeitura de Mata Grande. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico de quinta-feira, 17.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, Antônio teria envolvimento em supostos desvios e malversação de verbas públicas. Já Lisboa estaria envolvido em lavagem de dinheiro, fraude em licitação e falsidade ideológica.

Antônio, contador da Prefeitura, seria responsável ainda por montar os processos de liquidação de pagamento da Prefeitura de Mata Grande em favor da E.P. Transportes, uma das empresas envolvidas no esquema criminoso. Além disso, seria responsável pela confecção de carimbos com as rubricas de secretários e do então prefeito, Jacob Brandão, com o conhecimento dos gestores, em 2015 e 2016.

O juiz corroborando a decisão da 17ª Vara Criminal da Capital, entendeu que o fundamento da prisão cautelar na garantia da ordem pública tem por desiderato impedir que os réus continuem delinquindo e, consequentemente, trazer proteção à própria comunidade, coletivamente considerada, no pressuposto de que ela seria duramente atingida pelo não-aprisionamento de autores de crimes que causassem intranquilidade social.


Comentar usando