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Após matar homossexual em Curitiba, suspeito grita ‘viva Bolsonaro’

Notícias ao minuto / 10:29 - 07/10/2018

A provável causa da morte foi um traumatismo craniano decorrente de um golpe na cabeça


Após matar homossexual em Curitiba, suspeito grita 'viva Bolsonaro'Um cabeleireiro de 57 anos, homossexual, foi encontrado morto dentro do seu apartamento em Curitiba na última quarta-feira (3). A provável causa da morte foi um traumatismo craniano decorrente de um golpe na cabeça.

De acordo com o site de ativismo LGBTQI+ ‘Põe na Roda’, a morte ocorreu após José Carlos Oliveira Matos, ou Cacá como era conhecido pelos amigos, marcar um encontro com um homem que conheceu em um aplicativo de encontros.

Por volta das 6h da manhã da última quarta, vizinhos ouviram barulhos vindo do apartamento de Cacá. Ao meio dia, uma vizinha mais próxima estranhou a ausência do amigo e entrou em seu apartamento. Lá, estranhou a presença de um rapaz sem camisa, que disse que Cacá havia saído para comprar cigarros. Logo depois, o suspeitou deixou o prédio.

No período da tarde, uma cliente chegou no prédio para cortar o cabelo com Cacá e o porteiro do prédio tentou entrar em contato com ele. Por WhatsApp, o porteiro recebeu mensagens com citações a Bolsonaro.

Notícias ao Minuto                                              (Reprodução / WhatsApp)

O síndico foi avisado assim que o porteiro suspeitou a mensagem. A polícia foi chamada e o corpo da vítima foi encontrado dentro do armário. Ele estava enrolado em um cobertor, com os pés e as mãos amarrados.

O porteiro revelou ainda que o suspeito passou pelo prédio à noite, e perguntou sobre Cacá. Ao saber que a vítima estava morta, ele exclamou “Viva o Bolsonaro”, e deixou o local.

A vizinha também recebeu mensagens estranhas por WhatsApp, que supostamente seriam de Cacá pedindo para marcar um encontro. Ela avisou à polícia, que conseguiu deter o suspeito em flagrante na Praça Santos Andrade. Ele estava armado com um facão. A investigação está sendo conduzida pelo delegado Luiz Alberto Cataxo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).


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