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Alunos contrários e favoráveis à ocupação do IFAL buscam MPF/AL

Da Redação com assessoria / 12:06 - 24/11/2016

Após um mês de ocupação, grupos distintos procuram ajuda do público e de instituições para chegar a um entendimento


Após um mês de ocupações, dois grupos distintos de alunos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) procuram ajuda do público e de instituições para chegar a um entendimento. De um lado, alunos da ocupação do campus Maceió buscam apoio do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) para mediar um entendimento com a Reitoria e negociar as pautas de reivindicações. Do outro, estudantes contrários ao movimento procuram a Justiça para voltar a ter aulas.

Na terça-feira (22), o MPF reuniu-se com ocupantes para tratar de representação feita no início de novembro por alunos do IFAL contrários à ocupação. No documento, os “estudantes contrários” alegaram que a Reitoria não havia adotado medidas de reintegração de posse e que os “ocupadores” não queriam diálogo. Informaram ainda que mais de quatro mil alunos estão sendo prejudicados pela manifestação, que é apoiada por alguns professores e o sindicato da categoria. A reunião foi conduzida pela procuradora da República Roberta Barbosa Bomfim, com três alunos representando a ocupação, acompanhados de advogados.

Os alunos que ocupam o IFAL em Maceió alegam a mobilização nacional contrária à PEC dos gastos públicos, à Medida Provisória que reestrutura o ensino público e à “Lei da Mordaça” de Alagoas. Na reunião, eles explicaram que há um grupo contrário à manifestação que adota postura radical, inclusive com maçarico e serrote, no intuito de fazer os estudantes desocuparem o local, e que se sentem ameaçados também pela internet.

Os advogados, que compõem um grupo de juristas que apoiam os movimentos e que estavam acompanhando os alunos, salientaram que há professores mantendo diálogo com os advogados, em busca de uma solução não violenta em favor dos estudantes. Disseram ainda que há uma preocupação muito grande com a integridade física dos manifestantes, sobretudo dos menores que participam da manifestação.

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Alagoas continuará apurando os fatos que motivaram ambas as representações a fim de que providências eventualmente cabíveis sejam adotadas. 

À espera 

Enquanto isso, a liminar de reintegração de posse já chegou no Campus do IFAL em Marechal Deodoro e os estudantes do Campus Maceió aguardam desde ontem (23) a chegada da ordem. Os advogados que apoiam o movimento já buscaram recorrer na Justiça contra a liminar e, por enquanto, não se fala em desocupação.


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