Alimentos básicos da dieta do brasileiro, além da carne, estão mais baratos

Correio Braziliense / 11:39 - 11/11/2017

Preço de arroz e o feijão estão cerca de 10% mais baixo


O prato favorito do brasileiro está mais em conta. Arroz, feijão e carne estão cerca de 10% mais baratos nos supermercados de Brasília do que na semana anterior, segundo pesquisa realizada pelo Correio. Mas o consumidor não está satisfeito. Para a estudante Rachel Pedrosa, 24 anos, apesar de estar em queda, o preço do feijão ainda não é o ideal. “Estamos percebendo que o produto está mais barato, mas temos que lembrar que os preços já foram muito altos. Agora, eles têm de baixar mesmo, mas precisam cair ainda mais”, afirmou.

 Para a educadora financeira Cíntia Senna, além de ficar de olho nos preços dos mercados, é preciso ter em mente que existem muitas economias que podemos fazer dentro de casa. “Desperdiçamos cerca de 30% dos produtos que consumimos. Não adianta reclamar dos preços dos itens que entram no carrinho de compras e não atentar para o desperdício que temos em casa”, afirmou. “Analisar a validade dos produtos e adquirir só o que vamos consumir é essencial para manter um programa de economia”, acrescentou.

Como estratégia básica, Cíntia aconselha o consumidor a substituir produtos que estejam muito caros. “Se a carne está custando muito, vale apostar no frango. O mesmo pode se aplicar aos hortifrutigranjeiros: se eu tenho mamão com preço alto, por que não levar o melão se estiver mais acessível?”, exemplificou.
É o que faz a psicóloga Fernanda Freire, 38 anos. “Eu gosto muito de peixe, mas vi que, hoje, ele está muito caro, então levo uma carne mais barata ou até mesmo um peito de frango”, comentou. “Assim, consigo manter o mesmo padrão de compras. Além de praticar a substituição, eu tento pesquisar bastante, porque sei como os preços podem variar de um estabelecimento a outro”, contou.

Objetivos

A educadora financeira destaca ainda que não basta economizar, é importante ter uma finalidade. “É interessante ter clareza sobre o porquê de fazer a economia, o que se pretende fazer com o dinheiro  poupado. Assim, fica mais fácil manter a disciplina nos gastos”, explicou. “Vamos com frequência ao supermercado e, se tivermos foco em alguma meta futura, como fazer uma viagem ou um curso, é possível tornar a economia  um  hábito no  dia a dia”, concluiu.


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