Alagoas 97, Rio 2016: servidores públicos derrubam grades contra o governo

/ 5:45 - 18/11/2016

Veja a semelhança entre o fato ocorrido há 19 anos em AL e outro registrado esta semana no RJ


Derrubada de grades
Imagem: Adailson Calheiros (AL) / Agência O Dia (RJ)

Duas imagens e uma só manchete. A diferença entre elas é que uma foto é de julho de 1997 e a outra registrada na última semana. Elas ilustram a revolta de cidadãos e servidores dos estados de Alagoas e do Rio de Janeiro contra a saqueamento do erário público e da transferência de responsabilidade para a população.

EM ALAGOAS. 1997 foi um ano de pura revolta para servidores públicos que passaram o ano a pão e água por terem seus salários por vários meses atrasados. Muitos entraram em depressão e outros chegaram a cometer suicídio. Famílias destruídas e caos nas contas públicas.

SURUAGY. Nesse tempo, o governador era Divaldo Suruagy e o rombo foi fruto do Acordo dos Usineiros e do arrocho fiscal estabelecido pelo Plano Real, o déficit nas contas públicas levou o governo do estado a atrasar nove meses a folha de pagamento dos servidores.

NO RIO. Em 2016, os servidores públicos lutam contra o conte nos seus salários e protestam firmes contra medidas de austeridade que visam fazer os mais pobres pagarem a conta e tapar o buraco deixado no orçamento do estado pelos governos do PMDB.

PEZÃO. O governador do Rio, Luiz Fernado Pezão, quer fazer passar pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), medidas como: corte de até 30% nos salários de servidores públicos, extinção de aluguel social e de restaurantes populares, por exemplo. Tudo isso sem cortar os privilégios dados a grandes empresas como isenções fiscais.

EM LUTA. Além da PEC 55, que pretende cortar investimento em saúde e educação, o carioca está focado também em derrubar esse “pacote de maldades” do Pezão. Uma pauta federal e outra estadual, que transforma o Rio em palco nacional das lutas em defesa dos direitos e garantias constitucionais dos trabalhadores.


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