, Quarta-Feira - 19 de Setembro de 2018

 

86% aceitariam salário menor para voltar a trabalhar

Redação com agências / 10:19 - 14/09/2018

Mesmo com grandes expectativas, a taxa de desempregado é de 12,9 milhões de pessoas


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De acordo com uma pesquisa realizada através da 5° edição do Índice de Confiança Robert Half,  86% dos profissionais brasileiros  desempregados estariam dispostos a aceitar uma proposta salarial inferior à do último emprego para voltar ao mercado de trabalho. Na última quinta-feira (13), o Ministério do trabalho divulgou que o saldo de empregos com carteira assinada gerados no primeiro semestre deste ano foi de 392 mil, mas embora pareça positivo ainda existem 12,9 milhões de pessoas sem trabalho no país.

Os dados desta pesquisa mostram que 64% dos desempregados entrevistados estão confiantes com relação ao mercado estar melhor nos próximos seis meses: 7% estão muito confiantes, 23% apresentam alta confiança e 34% revelaram um nível médio de confiança. Baixa e muito baixa foram, respectivamente, 23% e 12%.

A taxa de desemprego, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrange 12,3% da população economicamente ativada, volume 0,6% menor do que o apurado em março.

Dentro desse grupo estão os desempregados qualificados (com 25 anos de idade ou mais e formação superior completa).

Para Maria Sartori, gerente sênior de recrutamento da Robert Half, neste grupo de profissionais há os que estão vendo as reservas financeiras se esgotarem e precisam retornar ao mercado de trabalho com urgência. “Porém, também vejo outros que entendem que o momento atual é de estabilidade e são raras as propostas com pacotes de remuneração agressivos”, afirma.

 

A pesquisa apontou ainda queda de otimismo dos profissionais (incluindo empregados e desempregados) quanto ao mercado de trabalho atual (de 30,9 pontos em abril para 28,8 pontos em julho) e futuro (de 50,2 pontos para 47,1 pontos).

No total, foram entrevistados 1.161 profissionais qualificados, com 25 anos de idade ou mais e formação superior completa, sendo 387 empregados, 387 desempregados e 387 recrutadores – profissionais com poder de decisão sobre o preenchimento de uma vaga dentro das empresas – de diferentes regiões do país, entre os meses de julho e agosto de 2018.


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