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3º Festival Théo Brandão de fotografias é realizado no MTB

Assessoria / 12:10 - 07/11/2018

O evento, que também contempla filmes etnográficos, acontece nos dias 8 e 9 de novembro


Nos dias 8 e 9 de novembro, acontecerá o 3º Festival Théo Brandão de fotografias e filmes etnográficos, com a exibição de produções etnográficas durante a manhã, a partir das 9h, e à tarde, a partir das 14h. Paralela ao Festival, ocorrerá a mostra fotográfica “Culturas Ancestrales – Conexión Selk´nam”, assinada pela fotógrafa chilena Dayna Osorio.

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A intenção do Festival é reunir produções fílmicas e fotografias etnográficas, valorizando trabalhos que dão visibilidade e reconhecimento às produções no campo da etnografia visual.

Na quinta (8), serão exibidos os filmes “Morros vivos” (manhã), “A lenda cotidiana” e “Sobrevivências” (tarde). No dia 9 de novembro, sexta, poderão ser vistos os filmes “Sofrimentos, lutas e conquistas de um povo guerreiro” e “Tudo vai pela lua” (manhã). Durante à tarde, serão exibidos “Estórias de vida na paisagem dos campos sulinos” e “Nos passos tão longos”.

Fotografias

As fotografias do Festival serão exibidas no dia 9, às 14h, juntamente com a mostra fotográfica “Culturas Ancestrales – Conexión Selk´nam”. Dayna Osorio, educadora social e especialista em desenvolvimento sociocultural, realizou um trabalho que tenta resgatar a existência, os ritos e a visão de mundo do povo original da Patagônia, um grupo de paleoíndios que viveu na Terra do Fogo, no sul do Chile, até o final do século XIX, quando começou sua extinção com a chegada das missões europeias e, com isso, o aparecimento de caçadores. O trabalho integra visões das contribuições de dois antropólogos de referência, os únicos que registraram de forma visual e etnográfica a este povo nômade das águas do Pacífico, que possuem uma grande riqueza como comunidade, refletida em seus ritos.

O evento é uma realização do Museu Théo Brandão (MTB), do Laboratório de Antropologia Visual em Alagoas (AVAL) e do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS).

Confira as sinopses dos filmes:

Morros vivos:

O documentário investiga a relação entre seres humanos e não-humanos que coabitam os Morros Vivos do povoado Pixaim, que fica localizado sobre as dunas da APA de Piaçabuçu, município do litoral sul do estado de Alagoas, que é o último território banhado pelas águas do Rio São Francisco. Produzido a partir de uma pesquisa etnográfica, o filme faz uma abordagem sobre as dinâmicas dos processos que envolvem a transmissão de conhecimentos, memórias, fluxos e reciprocidades, para mostrar a relação de simetria entre os seres que compartilham a construção da vida.

A lenda cotidiana:

Três contos da “Pedra da Torre”, a moradia dos encantados, narrados por Augusta e Amélia, irmãs gemêas, do povo Pitaguary, do Ceará. As histórias contam, tecem e recontam, através destas anedotas da tradição e memória, o fantástico cotidiano Pitaguary. O filme foi gravado no ano de 2016 com o povo indígena Pitaguary, na aldeia da Monguba/Pacatuba e faz parte de um projeto relacionado aos registros audiovisuais para o Museu Indígena Pitaguary. O curta-metragem ainda contou com o roteiro da liderança indígena Rosa Pitaguary.

Sobrevivências:

Indiferentes aos tempos modernos, práticas culturais antigas sobrevivem na cidade de Quebrangulo (Alagoas). O filme foi realizado a partir de pesquisa da professora Francisca Maria Neta, do curso de História da Uneal – Universidade Estadual de Alagoas (Palmeira dos Índios, campus III).

Sofrimentos, lutas e conquistas de um povo guerreiro: Este filme conta a história da tribo indígena Tingui Botó, situada no município de Feira Grande (Alagoas), que lutou muito para conseguir a demarcação de parte de suas terras.

Tudo vai pela lua:

O filme trata da relação de um pescador com a natureza: o mangue, a maré, os peixes. Severino é um índio potiguara da aldeia Jaraguá, situada no Litoral Norte da Paraíba, Vale do Rio Mamanguape. Pescador de “tomada” desde menino, no movimento da maré, do rio, do mangue, das croas e camboas, apresenta-nos o rio, a técnica de pesca e o ritmo de sua vida, regido pelo movimento da maré e da força das estações da lua. “Tudo vai pela lua” combina uma câmera suave, quase deslizante, que acompanha o ritmo lento da maré e da pesca de mangue, com uma câmera ativa, mostrando a vida diária do personagem.

Estórias de vida na paisagem dos campos sulinos: O filme mostra a vida nas cidades de Tainhas e Criúva (Rio Grande do Sul), a partir dos hábitos de antigos moradores das regiões. O documentário também mostra a festa de louvor ao Divino Espírito Santo e a produção de queijo na cidade de Criúva.

Nos passos tão longos: O documentário retrata a peregrinação para Juazeiro do Norte (Ceará), a partir da chegada dos romeiros lá. A cidade é famosa pela peregrinação de religiosos para encontrar Padre Cícero e o filme acompanha os passos dessas pessoas que estão ali por sua fé.

 


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